Lean Beer Porto Alegre (Lean Coffee)

Ontem (23/07/2015) realizamos o Lean Beer em Porto Alegre, no mezanino do Lagom Brewery & Pub do bairro Moinhos, unindo o GUMA-RS e o Lean Coffee Porto Alegre. O Lean Beer possui a mesma dinâmica que o Lean Coffee, porém com cerveja! 😉

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Lean Beer Porto Alegre. Da esquerda para a direita: Alejandro Olchik, Diogo Lucas, Dionatan Moura, Eduardo Klein e Cristiano Basso.

O Lean Coffee, ou Lean Beer, é uma forma inovadora de discutir assuntos, um modelo muito enxuto em relação às reuniões tradicionais, que por vezes desperdiça tempo e energia das pessoas, além de dinheiro.

A sensação de participar de um Lean Coffee é a de querer mais, os assuntos fluem com foco de uma maneira muito eficiente.

Assuntos discutidos

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Quadro de kanban com os assuntos discutidos no Lean Beer.

Os assuntos discutidos foram nesta ordem:

  1. Quais os problemas de gestão que mais incomodam?
  2. Como ser criativo mantendo a produtividade no trabalho, com qualidade de vida?
  3. Aplicação de ágil fora da área de software.
  4. Como escalar o Lean Beer?

O único assunto que ficou de fora, por falta de tempo, foi sobre Management 3.0: salários e considerar desempenho?

Como funciona um Lean Coffee?

Basicamente, o grupo de pessoas realiza os passos:

  1. Definir o escopo dos assuntos (normalmente qualquer assunto é válido).
  2. Escrever em post-its os assuntos que desejam discutir;
  3. Colar os post-its num quadro de kanban com as três raias: todo/a discutir, doing/discutindo e done/discutido;
  4. Cada pessoa vota uma numa quantidade fixa de assuntos. Normalmente, são dois a três votos.
  5. Ordenar os post-its no quadro de kanban de acordo com a quantidade de votação. Quanto mais votos, mais no topo estará na raia todo/a discutir.
  6. Movimenta-se o post-it de maior prioridade para a raia doing no quadro de kanban, discutindo-se abertamente o assunto entre o grupo num período cronometrado de 5 a 10 minutos. Preferencialmente, quem deu a ideia do assunto pode fazer um briefing, explicando a importância daquele assunto.
  7. Ao finalizar-se o tempo (5-10min), o grupo vota caso desejar mais um ciclo de 3 a 5 minutos para continuar discutindo o assunto. Caso a maioria vote que não deseja continuar, então o post-it atual é movimentado para a raia done e volta-se ao passo 6 e discutindo o próximo assunto de maior votação.

Onde posso aplicar um Lean Coffee?

É possível utilizá-lo em muitas situações, basta que se encaixe bem no contexto. Eu já utilizei na minha empresa para discutir assuntos gerais e ideias para a própria empresa. Foi uma ótima fonte de incentivar a inovação. Sei que times ágeis que utilizam para realizar retrospectivas, principalmente quando se tem muitos assuntos para conversar. E participei ontem, no Lean Beer.

Como escalar um Lean Coffee?

O que se faz quando houver mais de 15 ou 20 pessoas para discutir os assuntos? Bom, existem diversas alternativas. Eis algumas:

  • Restringir o escopo;
  • Restringir a quantidade de assuntos por pessoa;
  • Restringir o tempo para escrever os assuntos em poucos minutos;
  • Agrupar os assuntos em clusters;
  • Utilizar um fishbowl.

Existem muitas maneiras de escalar, então analise bem o contexto e adapte a dinâmica. 🙂

Mais informações:

XP Big Picture: Visualizando as práticas do eXtreme Programming

Tudo começou na necessidade de mostrar conexão das práticas na primeira turma do curso de eXtreme Programming. Então na retrospectiva do curso, a Jamile e eu fizemos um rascunho das práticas. Foi só para esboçar o começo: Big Picture v0Simples, né? Já que não temos habilidades de desenho (percebe-se hehe), utilizamos ícones gráficos para representarmos cada prática. E surgiu a big picture abaixo: bigpicturePara baixar o PDF da Big Picture, acesse: https://github.com/dsmoura/xp-big-picture Em cada curso, distribuímos essa Big Picture para cada aluno, assim eles podem colar no ambiente de trabalho para lembrar das práticas e da sinergia entre elas.

“Não basta somente ver, tem que enxergar.” Pensamento Lean

XP Playing Cards: aprendendo eXtreme Programming com muita diversão!

Que tal aprender eXtreme Programming (XP) de um modo bem divertido?

20150420_094518Em 2001, Joshua Kerievsky (Industrial Logic) criou um um baralho de cartas para jogos de XP. Depois de 13 anos, em 2014, a Jamile Alves e eu traduzimos e adaptamos essas cartas para o português, para realizar dinâmicas em turmas do curso de XP, facilitando a leitura aos alunos (e claro, cuidando da relíquia do baralho original da Industrial Logic que ganhei de presente do Rafael Helm).

Tipos das cartas

As cartas são de três tipos:

  • P – Carta de Problema
  • S – Carta de Solução
  • V – Carta de Valor
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Ilustração das Cartas de Valores.

Baralho em PT-BR para download!

Junto à Industrial Logic, tornamos as cartas traduzidas para PT-BR livres para serem distribuídas, num formato PDF imprimível. Imprimimos numa impressora a laser colorida com uma folha mais grossa que a de ofício, ficou muito legal, é a primeira foto desse post.

Para fazer o download o arquivo do baralho de cartas em PDF, basta acessar: https://github.com/dsmoura/xp-playing-cards

Diversos jogos!

Existem ótimos jogos que podem ser realizados com essas cartas. O jogo que venho utilizando no curso de XP é o de associar soluções a um problema (variação do Explanations). A turma é dividida em grupos pequenos, distribuindo-se as Cartas de Solução igualmente para cada grupo. O facilitador lê uma Carta de Problema, e então o primeiro aluno que falar uma solução (e explicar, se necessário) que possui, descarta a carta. Ganha o grupo que zerar suas cartas de solução. Esse é um jogo que leva uns 45 minutos, com muita diversão. Mas o que mais interessa é que todos reconheçam o porquê de uma prática estar relacionada (ou não) a um problema.

Quer saber mais sobre os jogos da Industrial Logic? Veja no link: http://www.industriallogic.com/blog/xp-playing-cards/

Baralho autografado!

Ah, e no Agile Brazil 2014 eu levei as cartas para tirar foto com o Alexandre Freire, e autografar o baralho, óbvio (haha)!

20141106_123357Bom, esses baralhos viraram relíquia, mas espero que o formato digital seja útil para quem quiser aplicar em times e em cursos para continuar disseminando o eXtreme Programming! 🙂