Kanban, pizza e agile no GUMA-RS

Dia 03/11/2015 (terça-feira) haverá o workshop GUMA Pizza Kanban facilitado pelo Cristiano Basso, no horário das 18:30 às 21:30, na PUCRS. Esse evento é organizado pelo GUMA-RS, o Grupo de Usuários de Métodos Ágeis do Rio Grande do Sul. A ideia é aprender lean e kanban na prática, construindo pizzas (feitas de papel). Show! Né? 🙂

Inscrições

A inscrição é realizada pelo link:

GUMA Pizza Kanban

Quer saber mais sobre o Kanban Pizza Game? Então siga lendo…

Kanban Pizza Game

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Kanban Pizza Game. Fonte da imagem: agile42 – http://www.agile42.com/en/training/kanban-pizza-game/

O Kanban Pizza Game é uma dinâmica do agile42, e mostra na prática os princípios do lean, agile e kanban, numa divertida de um jogo. Veja só como fica o quadro de kanban durante o jogo:

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Fonte da imagem: agile42 – http://www.agile42.com/en/training/kanban-pizza-game/

Aprendendo sobre Kanban

O kanban para desenvolvimento de software foi formulado pelo David J. Anderson (@lki_dja), em seu livro Kanban – Successful Evolutionary Change for Your Technology Business:

Existe também o mini book do Jesper Boeg, Kanban em 10 Passos, disponibilizado gratuitamente na InfoQ:

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Aprendendo sobre Lean

Para aprender mais sobre Lean, veja os slides de uma palestra que fiz sobre Lean Thinking:

Sobre o facilitador do workshop

Esse game será facilitado pelo Cristiano Basso (@csbasso), um amigo desde a época do PoA-OSUG (Porto Alegre – OpenSolaris User Group). O Cristiano Basso já facilitou esse workshop na ESPM, veja só a notícia que saiu:
http://hubnews.espm.br/noticias/acontece-no-campus/935-cristiano-basso-fala-sobre-kanban-no-workshop-da-atletica

Buscando algumas memórias, lembro do FISL 2009 onde estávamos no estande do OpenSolaris (vide fotos a seguir). Naquele ano, o pessoal da Sun compareceu em peso, e veio até o ex-presidente Lula visitar o FISL, ele colocou o boné do OpenSolaris e assinou a camiseta do OpenSolaris! Bom, mesmo anos depois, a participação dele na comunidade de TI permace, dessa vez com uma dinâmica para mostrar o kanban e o ágil na prática.

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Cristiano Basso ao centro da foto.
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O ex-presidente Lula no estande do OpenSolaris no FISL em 2009.
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Camiseta assinada pelo ex-presidente Lula.

Então, aproveite o workshop! Inscrições em:

http://www.sucesurs.org.br/evento/guma-pizza-kanban-2

 

Lean para Potencializar a Qualidade no Software – Palestra na InfoQ Brasil

Saiu na InfoQ Brasil a palestra que fiz na trilha de Testes do TDC 2014! Nesta palestra, falo de como o Lean pode potencializar a Qualidade no Software. Segue o link:

http://www.infoq.com/br/presentations/lean-para-potencializar-a-qualidade-no-software

Lean Beer Porto Alegre (Lean Coffee)

Ontem (23/07/2015) realizamos o Lean Beer em Porto Alegre, no mezanino do Lagom Brewery & Pub do bairro Moinhos, unindo o GUMA-RS e o Lean Coffee Porto Alegre. O Lean Beer possui a mesma dinâmica que o Lean Coffee, porém com cerveja! 😉

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Lean Beer Porto Alegre. Da esquerda para a direita: Alejandro Olchik, Diogo Lucas, Dionatan Moura, Eduardo Klein e Cristiano Basso.

O Lean Coffee, ou Lean Beer, é uma forma inovadora de discutir assuntos, um modelo muito enxuto em relação às reuniões tradicionais, que por vezes desperdiça tempo e energia das pessoas, além de dinheiro.

A sensação de participar de um Lean Coffee é a de querer mais, os assuntos fluem com foco de uma maneira muito eficiente.

Assuntos discutidos

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Quadro de kanban com os assuntos discutidos no Lean Beer.

Os assuntos discutidos foram nesta ordem:

  1. Quais os problemas de gestão que mais incomodam?
  2. Como ser criativo mantendo a produtividade no trabalho, com qualidade de vida?
  3. Aplicação de ágil fora da área de software.
  4. Como escalar o Lean Beer?

O único assunto que ficou de fora, por falta de tempo, foi sobre Management 3.0: salários e considerar desempenho?

Como funciona um Lean Coffee?

Basicamente, o grupo de pessoas realiza os passos:

  1. Definir o escopo dos assuntos (normalmente qualquer assunto é válido).
  2. Escrever em post-its os assuntos que desejam discutir;
  3. Colar os post-its num quadro de kanban com as três raias: todo/a discutir, doing/discutindo e done/discutido;
  4. Cada pessoa vota uma numa quantidade fixa de assuntos. Normalmente, são dois a três votos.
  5. Ordenar os post-its no quadro de kanban de acordo com a quantidade de votação. Quanto mais votos, mais no topo estará na raia todo/a discutir.
  6. Movimenta-se o post-it de maior prioridade para a raia doing no quadro de kanban, discutindo-se abertamente o assunto entre o grupo num período cronometrado de 5 a 10 minutos. Preferencialmente, quem deu a ideia do assunto pode fazer um briefing, explicando a importância daquele assunto.
  7. Ao finalizar-se o tempo (5-10min), o grupo vota caso desejar mais um ciclo de 3 a 5 minutos para continuar discutindo o assunto. Caso a maioria vote que não deseja continuar, então o post-it atual é movimentado para a raia done e volta-se ao passo 6 e discutindo o próximo assunto de maior votação.

Onde posso aplicar um Lean Coffee?

É possível utilizá-lo em muitas situações, basta que se encaixe bem no contexto. Eu já utilizei na minha empresa para discutir assuntos gerais e ideias para a própria empresa. Foi uma ótima fonte de incentivar a inovação. Sei que times ágeis que utilizam para realizar retrospectivas, principalmente quando se tem muitos assuntos para conversar. E participei ontem, no Lean Beer.

Como escalar um Lean Coffee?

O que se faz quando houver mais de 15 ou 20 pessoas para discutir os assuntos? Bom, existem diversas alternativas. Eis algumas:

  • Restringir o escopo;
  • Restringir a quantidade de assuntos por pessoa;
  • Restringir o tempo para escrever os assuntos em poucos minutos;
  • Agrupar os assuntos em clusters;
  • Utilizar um fishbowl.

Existem muitas maneiras de escalar, então analise bem o contexto e adapte a dinâmica. 🙂

Mais informações:

Lean Thinking: Mentalidade Enxuta para Desenvolvimento Ágil de Software

Qual a relação do Pensamento Enxuto e o Desenvolvimento Ágil de Software? Posso dizer que possuem a mesma essência. 🙂 Na Quarta do Conhecimento na PROCERGS em abril de 2015, a Jamile Alves e eu palestramos sobre Lean Thinking, Mentalidade Enxuta para Desenvolvimento Ágil de Software, fazendo a relação entre o mundo Lean e o mundo Ágil.

Seguem o vídeo compacto da palestra:

E os slides:

“Be lean, be agile!”

Scrum e Kaizen (Melhoria Contínua): uma relação de epifitismo

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Relação de epifitismo de uma bromélia com uma árvore. Fonte: meioambiente.culturamix.com

O Scrum precisa de Kaizen (melhoria contínua) numa relação de epifitismo, do mesmo modo que uma bromélia precisa de uma árvore para se sustentar. Uma relação epífita é quando uma espécie A precisa de outra espécie B para sobreviver, mas não prejudica a espécie B. A foto acima mostra uma bromélia que precisa de uma árvore como base.

Vamos às definições:

Scrum (n): Um framework no qual as pessoas podem resolver problemas complexos adaptativos, enquanto de uma forma produtiva e criativa entrega produtos do mais alto valor possível. http://www.scrumguides.org/

Kaizen: Melhoria contínua de um fluxo completo de valor ou de um processo individual, a fim de se criar mais valor com menos desperdício. http://www.lean.org.br

Scrum é um framework, não é metodologia, nem processo. O objetivo de ser um framework está em trazer práticas de gestão ágil para se encaixarem outras práticas (de gestão e de engenharia). As principais práticas do Scrum são:

  • Trabalhar em Sprints (iterações)
  • Realizar Reunião de Planejamento
  • Reuniões Diárias
  • Realizar Reunião de Revisão (entrega)
  • Realizar Reunião de Retrospectiva (na minha opinião é a prática mais essencial pois é o evento para a melhoria contínua)
  • Ter um papel responsável pelo valor do produto (Product Owner)
  • Ter um papel responsável pelo processo (Scrum Master)
  • Ter um papel responsável pelo desenvolvimento (Time de Desenvolvimento)

Note que o Scrum atua apenas no nível de gestão. O framework é simples de entender, mas não é fácil de utilizá-lo, por isso é essencial a melhoria contínua em sua adoção. Um dos motivos de que um time passa por problemas na adoção do Scrum é porque o time utiliza apenas o framework (que é de gestão) sem utilizar outras práticas ágeis, principalmente de engenharia. Nas reuniões de retrospectiva, utilize a melhoria contínua para evoluir nisso, tanto para práticas gestão quanto de engenharia. Algo muito interessante de investir são em práticas emergentes.

Veja que Scrum não é somente para software, tanto que em seu guia nada se diz sobre software. Ou seja, Scrum não define user stories, integração contínua, ou qualquer outra prática ágil de desenvolvimento de software. Essas práticas estão no XP (eXtreme Programming), que é uma metodologia ágil de desenvolvimento de software, sendo mais prescritiva que o Scrum (obviamente).

Muito se fala que se não adotar o Scrum exatamente, então está se fazendo ScrumBut. Ano passado (2014) no Agile Brazil em Florianópolis, eu estava trocando uma ideia no estande da Adaptworks quando falei que o “Scrum é But por natureza” (querendo dizer que devemos adaptar inclusive próprio Scrum). No mesmo momento, o Alexandre Magno falou: “Não! Scrum é Inspect&AdaptBut!”. Realmente, O Scrum define um mecanismo de inspeção e adaptação, mas proíbe que seu framework seja modificado.

Melhoria contínua no Scrum foi um dos assuntos da palestra O Julgamento do Scrum do Alexandre Magno no Agile Brazil 2013, por sorte eu estava lá assistindo, em Brasília! Essa palestra me fez reconhecer que precisamos refletir a utilidade do Scrum em cada contexto, assim como qualquer outra abordagem ágil. Vale a pena assistir:

E seguem os slides dessa palestra O Julgamento do Scrum:

 

Adicionalmente, o Alexandre Magno traz a ideia de Práticas Emergentes, de resolver o problema existente com práticas criativas. Eis a palestra:

E seguem os slides dessa palestra Práticas Emergentes:

 

“Não é necessário mudar. A sobrevivência não é obrigatória.” William Edwards Deming