Lean para Potencializar a Qualidade no Software – Palestra na InfoQ Brasil

Saiu na InfoQ Brasil a palestra que fiz na trilha de Testes do TDC 2014! Nesta palestra, falo de como o Lean pode potencializar a Qualidade no Software. Segue o link:

http://www.infoq.com/br/presentations/lean-para-potencializar-a-qualidade-no-software

Lean Beer Porto Alegre (Lean Coffee)

Ontem (23/07/2015) realizamos o Lean Beer em Porto Alegre, no mezanino do Lagom Brewery & Pub do bairro Moinhos, unindo o GUMA-RS e o Lean Coffee Porto Alegre. O Lean Beer possui a mesma dinâmica que o Lean Coffee, porém com cerveja! 😉

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Lean Beer Porto Alegre. Da esquerda para a direita: Alejandro Olchik, Diogo Lucas, Dionatan Moura, Eduardo Klein e Cristiano Basso.

O Lean Coffee, ou Lean Beer, é uma forma inovadora de discutir assuntos, um modelo muito enxuto em relação às reuniões tradicionais, que por vezes desperdiça tempo e energia das pessoas, além de dinheiro.

A sensação de participar de um Lean Coffee é a de querer mais, os assuntos fluem com foco de uma maneira muito eficiente.

Assuntos discutidos

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Quadro de kanban com os assuntos discutidos no Lean Beer.

Os assuntos discutidos foram nesta ordem:

  1. Quais os problemas de gestão que mais incomodam?
  2. Como ser criativo mantendo a produtividade no trabalho, com qualidade de vida?
  3. Aplicação de ágil fora da área de software.
  4. Como escalar o Lean Beer?

O único assunto que ficou de fora, por falta de tempo, foi sobre Management 3.0: salários e considerar desempenho?

Como funciona um Lean Coffee?

Basicamente, o grupo de pessoas realiza os passos:

  1. Definir o escopo dos assuntos (normalmente qualquer assunto é válido).
  2. Escrever em post-its os assuntos que desejam discutir;
  3. Colar os post-its num quadro de kanban com as três raias: todo/a discutir, doing/discutindo e done/discutido;
  4. Cada pessoa vota uma numa quantidade fixa de assuntos. Normalmente, são dois a três votos.
  5. Ordenar os post-its no quadro de kanban de acordo com a quantidade de votação. Quanto mais votos, mais no topo estará na raia todo/a discutir.
  6. Movimenta-se o post-it de maior prioridade para a raia doing no quadro de kanban, discutindo-se abertamente o assunto entre o grupo num período cronometrado de 5 a 10 minutos. Preferencialmente, quem deu a ideia do assunto pode fazer um briefing, explicando a importância daquele assunto.
  7. Ao finalizar-se o tempo (5-10min), o grupo vota caso desejar mais um ciclo de 3 a 5 minutos para continuar discutindo o assunto. Caso a maioria vote que não deseja continuar, então o post-it atual é movimentado para a raia done e volta-se ao passo 6 e discutindo o próximo assunto de maior votação.

Onde posso aplicar um Lean Coffee?

É possível utilizá-lo em muitas situações, basta que se encaixe bem no contexto. Eu já utilizei na minha empresa para discutir assuntos gerais e ideias para a própria empresa. Foi uma ótima fonte de incentivar a inovação. Sei que times ágeis que utilizam para realizar retrospectivas, principalmente quando se tem muitos assuntos para conversar. E participei ontem, no Lean Beer.

Como escalar um Lean Coffee?

O que se faz quando houver mais de 15 ou 20 pessoas para discutir os assuntos? Bom, existem diversas alternativas. Eis algumas:

  • Restringir o escopo;
  • Restringir a quantidade de assuntos por pessoa;
  • Restringir o tempo para escrever os assuntos em poucos minutos;
  • Agrupar os assuntos em clusters;
  • Utilizar um fishbowl.

Existem muitas maneiras de escalar, então analise bem o contexto e adapte a dinâmica. 🙂

Mais informações:

Métodos Ágeis para Desenvolvimento de Software Livre

O “Eureka!” de relacionar métodos ágeis e software livre veio no FISL (Fórum Internacional de Software Livre) no ano de 2013, enquanto eu assistia uma palestra no evento. Dois anos depois, no FISL16, estarei apresentando com a Jamile Alves a palestra métodos ágeis para o desenvolvimento de software livre. Falaremos de Lean Software Development, Kanban, Scrum e eXtreme Programming! 😀

Esses são os slides da palestra:


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Lean Thinking: Mentalidade Enxuta para Desenvolvimento Ágil de Software

Qual a relação do Pensamento Enxuto e o Desenvolvimento Ágil de Software? Posso dizer que possuem a mesma essência. 🙂 Na Quarta do Conhecimento na PROCERGS em abril de 2015, a Jamile Alves e eu palestramos sobre Lean Thinking, Mentalidade Enxuta para Desenvolvimento Ágil de Software, fazendo a relação entre o mundo Lean e o mundo Ágil.

Seguem o vídeo compacto da palestra:

E os slides:

“Be lean, be agile!”


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XP Big Picture: Visualizando as práticas do eXtreme Programming

Tudo começou na necessidade de mostrar conexão das práticas na primeira turma do curso de eXtreme Programming. Então na retrospectiva do curso, a Jamile e eu fizemos um rascunho das práticas. Foi só para esboçar o começo: Big Picture v0Simples, né? Já que não temos habilidades de desenho (percebe-se hehe), utilizamos ícones gráficos para representarmos cada prática. E surgiu a big picture abaixo: bigpicturePara baixar o PDF da Big Picture, acesse: https://github.com/dsmoura/xp-big-picture Em cada curso, distribuímos essa Big Picture para cada aluno, assim eles podem colar no ambiente de trabalho para lembrar das práticas e da sinergia entre elas.

“Não basta somente ver, tem que enxergar.” Pensamento Lean


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XP Playing Cards: aprendendo eXtreme Programming com muita diversão!

Que tal aprender eXtreme Programming (XP) de um modo bem divertido?

20150420_094518Em 2001, Joshua Kerievsky (Industrial Logic) criou um um baralho de cartas para jogos de XP. Depois de 13 anos, em 2014, a Jamile Alves e eu traduzimos e adaptamos essas cartas para o português, para realizar dinâmicas em turmas do curso de XP, facilitando a leitura aos alunos (e claro, cuidando da relíquia do baralho original da Industrial Logic que ganhei de presente do Rafael Helm).

Tipos das cartas

As cartas são de três tipos:

  • P – Carta de Problema
  • S – Carta de Solução
  • V – Carta de Valor
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Ilustração das Cartas de Valores.

Baralho em PT-BR para download!

Junto à Industrial Logic, tornamos as cartas traduzidas para PT-BR livres para serem distribuídas, num formato PDF imprimível. Imprimimos numa impressora a laser colorida com uma folha mais grossa que a de ofício, ficou muito legal, é a primeira foto desse post.

Para fazer o download o arquivo do baralho de cartas em PDF, basta acessar: https://github.com/dsmoura/xp-playing-cards

Diversos jogos!

Existem ótimos jogos que podem ser realizados com essas cartas. O jogo que venho utilizando no curso de XP é o de associar soluções a um problema (variação do Explanations). A turma é dividida em grupos pequenos, distribuindo-se as Cartas de Solução igualmente para cada grupo. O facilitador lê uma Carta de Problema, e então o primeiro aluno que falar uma solução (e explicar, se necessário) que possui, descarta a carta. Ganha o grupo que zerar suas cartas de solução. Esse é um jogo que leva uns 45 minutos, com muita diversão. Mas o que mais interessa é que todos reconheçam o porquê de uma prática estar relacionada (ou não) a um problema.

Quer saber mais sobre os jogos da Industrial Logic? Veja no link: http://www.industriallogic.com/blog/xp-playing-cards/

Baralho autografado!

Ah, e no Agile Brazil 2014 eu levei as cartas para tirar foto com o Alexandre Freire, e autografar o baralho, óbvio (haha)!

20141106_123357Bom, esses baralhos viraram relíquia, mas espero que o formato digital seja útil para quem quiser aplicar em times e em cursos para continuar disseminando o eXtreme Programming! 🙂


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O Nexus: para escalar e gerenciar grandes projetos ágeis

Essa é a tradução do artigo “The Nexus: for scaling and managing large agile projects” da Scrum.org.

O Nexus é o exoesqueleto para escalar Scrum. Ele guia o coração da questão de escalar – continuamente identificando e removendo dependências criadas pelo aumento da complexidade. Ele é construído no framework do Scrum e valores existentes. O resultado é um grupo efetivo de desenvolvimento acima de 100 pessoas utilizando as melhores práticas da indústria. Para maiores iniciativas, criando famílias de produtos ou interoperando unidades funcionais, foi criado o Nexus +, uma unificação de mais de um Nexus.

TheNexusBacklog do Produto
Uma lista ordenada de uma única fonte de requisitos para o Nexus. O trabalho de todos Times Scrum individuais é contido neste único Backlog do Produto.

Time de Integração
Um Time Scrum cujo trabalho primário é coordenar e guiar o trabalho dos Times Scrum Nexus. O Time de Integração consiste de um Scrum Master, Dono do Produto, e pessoas com habilidades necessárias.

Reunião de Planejamento da Sprint Nexus
Um evento que cria um plano para o próximo trabalho de Sprint para todos os Times Scrum dentro do Nexus. Esta reunião é estruturada para extrair as dependências, habilitar o trabalho coordenado, e entregar um Incremento integrado.

Backlog da Sprint Nexus
Um plano de alto nível que coordena o trabalho para todos os Times Scrum dentro do Nexus, ressaltando dependências entre times.

Reunião Diária Nexus
Uma reunião de planejamento diário onde os representantes dos Times Scrum de um Nexus avaliam e replanejam o trabalho no Backlog da Sprint.

Revisão da Sprint Nexus
Um evento que coordena totalmente o progresso por inspecionar o Incremento integrado e fazer adaptações apropriadas para o trabalho futuro planejado.

Incremento Integrado
O incremento da funcionalidade criada por todos os Times Scrum ao final da Sprint. A definição de “Pronto” é compartilhada entre os múltiplos Times Scrum.

Retrospectiva da Sprint Nexus
Um evento onde o Time de Integração e representantes dos Times Scrum do Nexus avaliam e melhoram como o Nexus opera.

Os termos foram mantidos da tradução existente do Guia do Scrum http://www.scrumguides.org/docs/scrumguide/v1/Scrum-Guide-Portuguese-BR.pdf Tradução realizada por Dionatan Moura.

Links referenciados:
https://www.scrum.org/Resources/Nexus
https://kenschwaber.wordpress.com/2015/01/30/more-on-scaling-scrum/
http://www.scrumguides.org/docs/scrumguide/v1/Scrum-Guide-Portuguese-BR.pdf

Observações:

Em seu blog, o autor Ken Schwaber comentou no dia 01 de fevereiro que mais materiais estão por vir nas próximas semanas (nada ainda surgiu). E também deixou um recado:

“Aqueles de vocês que tem investido e tentado metodologias comerciais para escalar tais como SAFe vão descobrir que esse workshop poderá preencher bem a lacuna que você notou quando teve que realmente estabelecer e rodar um desenvolvimento de software escalado.” Ken Schwaber